Série · 1 parte · 1 min no total
Hospedando um blog no free tier da OCI
Tudo que eu quebrei para colocar este site num servidor de 1 GB que já estava ocupado.
Parte 1 de 1
Ler a máquina antes de escrever qualquer código
A ordem tentadora é escolher o framework primeiro e descobrir as restrições depois. Eu fiz o contrário, e isso me salvou de uma stack que não teria sobrevivido à primeira semana.
O que a máquina tinha de verdade
O servidor é uma instância do free tier da Oracle Cloud. No papel, 1 GB de RAM. Na prática, depois do sistema operacional e dos serviços que já rodavam ali, sobrava bem menos:
total used free available
Mem: 956M 615M 97M 193M
Swap: 0B 0B 0B
193 MB disponíveis e nenhuma swap. Dois outros serviços já moravam lá: uma aplicação FastAPI segurando 22% da memória e um bot pequeno com mais 9%.
Por que isso eliminou opções
Uma aplicação Node renderizada no servidor costuma ocupar entre 150 e 250 MB residentes. Com 193 MB livres e sem swap, isso não é um encaixe apertado — é um out-of-memory esperando para acontecer, e o kernel não escolhe educadamente o processo que você teria escolhido. Provavelmente levaria junto um dos serviços que já estavam ali.
A lição que eu reaprendo sempre: meça o alvo antes de projetar para ele.
O que eu mudei
Duas coisas, antes de escrever uma linha de código da aplicação:
- Parei um serviço que não precisava rodar continuamente. A aplicação FastAPI é usada de vez em quando, não o tempo todo. Tirar do boot — mantendo instalada e pronta para subir sob demanda — devolveu cerca de 210 MB.
- Adicionei swap. Não como substituto de memória real, mas para que um pico inesperado vire lentidão em vez de um processo morto.
A memória disponível foi de 193 MB para mais de 400 MB. Só então a escolha da stack virou uma decisão interessante, em vez de uma imposição.